estória um

27 de Janeiro de 2012 § Deixe um comentário

«escrever.me»

cismo da poética que estremece de mim e escrevo,
escrevo réplica a réplica as falhas de uma vida,
contínuo aliviar de botões de casaco com bolsos profundos,
a dúvida de se perguntar no escuro, de frente para o espelho:
quem sou?; o que sou?; porque sou?.
extensão reticente escavada em apneia,
altos e baixos de montanha.russa suspensa,
na fronteira entre eu e não eu, uma certeza:
quem sou? o que sou? porque sou?.
a pobreza de se desconhecer amiúde,
abalo indistinto de forças contrárias,
sismo da poética que estremece em mim e escrevo,
na espera de que esta energia me lê e me leio.

Where Am I?

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