nome

31 de Dezembro de 2013 § Deixe o seu comentário

Mário C. Brum – o autor
Mário Ché Brum – o revolucionário
Mário Zé Brum – o taxista
Mário Zebrum – o animal
Migas com Batatas – o chef
Maria C. Brum – o transsexual
Mário A. B. C. Brum – o literato
M. C. Brum – o rapper
Brum Brum – o motard
Ário Ê Ume – o finalizador
Matosinhos Cacém Barrancos – o imigrante
Minsk Cracóvia Belgrado – o emigrante

Leonor visita o Rua de Baixo

5 de Julho de 2013 § Deixe o seu comentário

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«parágrafos Leonor» em destaque no portal Rua de Baixo.

Leia a crítica assinada por Carlos Eugénio Augusto.

“Leonor ou Leonoroshkas, talvez neta de uma avó polaca e nascida num 10 de setembro, descreve emoções, percorre dúvidas e caminhos incertos, retrata a vida entre as cores e o preto e branco, brinca com as proporções da existência, apaixona-se e apaixona, revisita a literatura e poetas, confessa-se e procura um final feliz na Rua Alegria. Ao leitor cabe a tarefa de encontrar a saída do labirinto literário que extravasa as páginas desta obra.”

entrevista para o jornal ‘i’

15 de Junho de 2013 § Deixe o seu comentário

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rúbrica “faz-se assim” – 15 de Junho de 2013

 

Tem algum método de escrita, rotina ou truques?

Parto sempre de uma ideia. Disseco-a ao máximo e contextualizo-a. Escrevo de forma automática, por associação de ideias, o que implica rever e corrigir constantemente. É um trabalho árduo mas desafiador.

Faz muitas pausas?

Bastantes. Principalmente quando procuro uma palavra que acredito que se enquadra de forma perfeita num texto. Por vezes, a palavra surge passadas 2 horas… outras demora 2 dias! Quando acabo um texto, costumo deixá-lo ‘de molho’ e só o encerro quando sinto que bate certa a leitura final.

Espera pela inspiração?

Evito conjugar o verbo esperar. Na realidade, percebi que, pessoalmente, as ideias irrompem inesperadamente: a andar a pé; ao abrir uma porta; ao identificar um padrão no comportamento de um peixe acabado de pescar com o de uma jovem a cumprimentar o tio com mau hálito. Assim, ao longo do dia estou atento aos pensamentos que me ocorrem e aponto (num pequeno caderno ou no telemóvel) os que me poderão vir a ser úteis.

Escreve a computador ou à mão?

No computador. E costumo receber sorrisos quando revelo que o faço no ‘notepad’. Para mim é o ideal porque o texto não é atacado por formatações automáticas e revejo-o em simultâneo: corto, copio e reescrevo as partes a trabalhar com facilidade. Para mais, com a Internet uso o dicionário e adianto pesquisas.

Tem manias como acabar sempre uma página, por exemplo?

Não, mas no início era obcecado com simetrias e certos números.

Pensa logo no título ou surge depois?

O título é work-in-progress.

Faz algum esboço das personagens e trama? (seja em papel, seja mental) Se não faz, como se processa a construção do livro?

Sim, a nível mental listo características das personagens e faço um índice com a evolução da trama.

A primeira frase mantém-se ou muda depois?

Mudança não. Diria que vai evoluindo.

Evita ler livros quando escreve?

Ser-me-ia impossível passar um dia sem ler. E tento ler de tudo, não só livros mas também jornais ou a posologia de medicamentos.

Ouve música enquanto escreve, ou prefere silêncio?

Escrevo sem música e adquiro o super-poder de ignorar o ruído ambiente.

Qual é a sensação que fica, quando termina um livro?

É díspar: um prazer mas também uma dificuldade em ‘despir o fato’ de autor (preocupado com pormenores) e passar a desfrutar da estória.

Trabalha em mais do que um livro ao mesmo tempo?

Não.

Escreve em casa?

Sim. O processo de revisão e correcção depende: envio o texto para o email e depois jogo pingue-pongue: trabalho-o em qualquer lado e reenvio-o interminavelmente até estar concluído.

O que é que não pode faltar na sua mesa de trabalho?

O computador, um dicionário de sinónimos e antónimos e o caderno de notas.

Em que é que está a trabalhar neste momento?

Na prática, vou iniciar a promoção do segundo livro: «parágrafos Leonor». No entanto, estou constantemente a coleccionar ideias que me ocorrem.

Já deitou fora muita coisa que tenha escrito? Manuscritos inteiros ou coisas soltas?

Não. Há muita coisa que não me atreveria a publicar mas não deito fora por, ó ingenuidade!, ter esperança que poderá originar futuras ideias.

Como é que dá o nome às suas personagens?

Surge naturalmente, associando ideias no momento.

participação na ‘a sul de nenhum norte’ #10

28 de Maio de 2013 § Deixe o seu comentário

Três dos parágrafos que integram o novo livro podem ser conhecidos no mais recente número da ‘a sul de nenhum norte’. Faz o download da revista aqui.

sul

parágrafos Leonor

6 de Abril de 2013 § Deixe o seu comentário

o meu segundo livro sairá no próximo mês de Junho.

A publicação estará a cargo da Associação Tentáculo. Aqui vos apresento a capa com assinatura da Sónia Oliveira. De novo esta ilustradora surpreendeu-me com o seu trabalho, pleno de pormenores, qualidade e adequação às ideias da obra. Obrigado à Sónia e à Associação Tentáculo!

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estória oito

8 de Março de 2013 § Deixe o seu comentário

«artes performativas»

Leonor é uma menina das artes e ama o cinema da mesma forma que ama a fotografia da mesma forma que ama a prosa da mesma forma que ama a poesia da mesma forma que ama.

– Dá-me deleite ficcionar a vida real das pessoas que se entregam à representação – nunca precisou de confessar Leonor. Por alguma razão é por conhecer a riqueza desta criatura que me propus apresentá-la.

Distingo perfeitamente quando, no escuro de uma sala de cinema ou da correspondente de teatro, Leonor lança o seu ombro direito contra o meu esquerdo para me transmitir que o actor em acção não deveria misturar o tinto (que como personagem é obrigado a beber) com o leite em estado puro que tragou ao pequeno-almoço, em casa, com a ciumosa esposa, horas antes de ter filmado a cena em questão; ou quando, com uma ténue joelhada, a nossa amiga me faz ver que a personagem em palco, criança com mais queda para a actividade circense do que para o teatro, ressente-se do pulso ferido dois dias atrás, após uma rasteira na aula de educação física; e o que dizer da bailarina que se saracoteia como uma pluma (afigurando-se mais a uma nuvem que plana em câmara ronceira), que Leonor me informa que é vítima de novo amor-paixão, com um ligeiro raspar do seu pé no meu sapato (pois nem atingiu o pé)?.

Em todas estas situações, a nossa amiga aproveita a gravidade como colete-de-forças para refrear o ensejo de subir ao palco e, ela própria, com toda a legitimidade, enfrentar o foco de luz com a sua lâmpada de cabeça e uma voz bem colocada para um monólogo que abra a cortina destas vidas, tão semelhantes às nossas, na realidade e na ficção.

– Pensava que ela bailava assim por se exercitar com botas com biqueira de aço – cismei.

– Isso é porque não te entregas à poesia – contra-cismou.

 

parágrafo integrante do projecto-em-construção Leonor

entrevista em Macau (2)

25 de Fevereiro de 2013 § Deixe o seu comentário

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